Soldado da Borracha

Os homens recrutados para trabalhar nos seringais foram denominados Soldados da Borracha porque ao invés de ir para o fronte de batalha na Itália, participariam da guerra de outra forma extraindo o látex para a produção da borracha. Muitos homens de várias partes do país se alistaram para virem para a Amazônia, especialmente nordestinos. Muitos escolheram a selva, porque pensaram ser menos perigoso e ter mais chances de vida. Mal sabiam eles que teriam que enfrentar: doenças tropicais, índios, animais selvagens e solidão muita solidão. Estima-se que mais da metade destes trabalhadores nunca voltaram para casa. As dívidas feitas com os seringalistas eram impagáveis. O que acabava dificultando quem quisesse desistir.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AOS TRABALHADORES E AS TRABALHADORAS EM EDUCAÇÃO

Caros Colegas, queridas Colegas,
Mais um ano letivo se inicia, ano esse que provavelmente nós enfrentaremos muitos desafios e com  coragem, determinação e sabedoria peculiar  a nossa classe, obteremos muitas conquistas. O ano passado tivemos um ano muito difícil para nós e  nossa escola. Esperamos que este ano seja mais gratificante e  mais tranqüilo  para todos nós, que as críticas e as cobranças sejam compatíveis com as condições de trabalho oferecidas. Mas mais que tudo, nada seja suficiente para fazer a gente desistir do nosso maior sonho, torná-lo possível e contribuir para obtenção de um  homem, de uma sociedade e de um mundo educado.
Sabemos que também é nosso papel colaborar para fazer da escola um local agradável. Visto que a escola deve oferece oportunidade para que a pessoa possa se tornar tudo o que pode ser.
Esperamos que possamos experimentar a sensação de grande  realização ao concluir este ano letivo.
FELIZ ANO LETIVO A TODOS!!!
Professor NIVAUDO ALVES DOS SANTOS

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RESGATE HISTÓRICO: SOLDADOS DA BORRACHA DA CIDADE DE COSTA MARQUES – RO




         Os professores de Língua Portuguesa curcistas do curso Gestar II de Lingua Portuguesa Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano do: Creonice, Elesandra, Eliene, Elizabeth, Maristela, Nivaudo, Terezinha Ana e Wanilson juntamente com os alunos do 8° ano A e 8° ano C realizaram uma pesquisa, entrevistaram os soldados existentes no nosso município e fizeram visitas na casa de alguns deles, para resgatar a história desses heróis que corajosamente lutaram nessa Batalha da Borracha
Este memorial conta a extraordinária história de homens, a grande maioria nordestinos, que participaram da silenciosa “Guerra da Borracha” nas trincheiras da Amazônia, aqui destacados os do Rio Guaporé nos anos da Segunda Guerra Mundial, os chamados Soldados da Borracha. Para tanto foram entrevistados quatro remanescente dessa  quase esquecida historia e um seringueiro este nascido no Vale do Guaporé,  mas que também dedicou a sua sofrida vida nos seringais. Este trabalho foi também enriquecido com pesquisas bibliográficas. A primeira parte traz um breve relato introdutivo seguido dos memoriais. É importante lembra que este é uma parte do projeto de conclusão do Curso do Gestar II – Língua Portuguesa.
         Homem simples vindo geralmente do Nordeste para trabalhar nos seringais na esperança de fazer riqueza e voltar para sua terra natal.
       Ao receber uma “estrada de seringa” ele já iniciava devendo ao patrão sua passagem de vinda, seus utensílios de trabalho (machadinha, tigela, poronga,...) e sua alimentação (farinha, carne seca, açúcar e café). Recebia também garrafas de cachaça para poder suportar o trabalho e a solidão no interior da floresta. No acerto de contas ao final de uma jornada, nunca tinha saldo a receber e obrigatoriamente tinha que continuar, enriquecendo cada vez mais o seringalista. Foi explorado em trabalho quase escravo, durante décadas e acabou ficando nas terras ribeirinhas.
A “Guerra da Borracha”, porém, foi uma conseqüência da política federal e mais um programa de emergência para lidar com o enorme déficit de borracha nos Estados Unidos no contexto da Segunda Guerra Mundial.Em todas as regiões do Brasil, aliciadores tratavam de convencer trabalhadores a se alistar como soldados da borracha e, assim, auxiliar a causa aliada. Alistamento, recrutamento, voluntários, esforço de guerra tornaram-se termos comuns no cotidiano popular. A mobilização de trabalhadores para a Amazônia coordenada pelo Estado Novo foi revestida por toda a força simbólica e coercitiva que os tempos de guerra possibilitavam. No Nordeste, de onde deveria sair o maior numero de soldados, o Semta convocou padres, médicos e professores para o recrutamento de todos os homens aptos ao grande projeto que precisava ser empreendido nas florestas amazônicas. Nos cartazes coloridos os seringueiros apareciam recolhendo baldes de látex que escorria como água de grossas seringueiras. Todo o caminho que levava do sertão nordestino, seco e amarelo, ao paraíso verde e úmido da Amazônia estava retratado naqueles cartazes repletos de palavras fortes e otimistas. O slogan "Borracha para a Vitória" tornou-se o emblema da mobilização realizada por todo o Nordeste.
 A seca de 1942 coincidiu com o começo dessa campanha, criando uma “reserva” de braços disponíveis, principalmente no Ceará. Para o governo brasileiro era uma oportunidade para mitigar alguns dos mais graves problemas sociais brasileiros. Somente em Fortaleza, cerca de 30 mil flagelados da seca de 1941-1942 estavam disponíveis para ser enviados imediatamente para os seringais. Mesmo que de forma pouco organizada, o DNI (Departamento Nacional de Imigração) ainda conseguiu enviar quase 15 mil pessoas para a Amazônia, durante o ano de 1942, metade das quais homens aptos ao trabalho nos seringais.
A falta de estabilidade na terra, o espírito aventureiro e arrivista que caracterizaram as relações econômicas no “ciclo da borracha” são, muitas vezes, apontados como falhas que levaram esse sistema extrativista da prosperidade econômica à derrocada. As bases que fundamentavam a lógica desse sistema, entretanto, não se apoiavam numa economia fixa e sim de transplante.
A própria estrutura física dos seringais demonstrava que o negócio da borracha exigia apenas uma infra-estrutura primária que possibilitasse ao patrão ou seringalista dirigir o processo de extração do látex baseado numa contabilidade que atava o seringueiro ao trabalho. As condições de moradia do seringalista e do seringueiro eram improvisadas de modo que cumprissem seu papel no sistema extrativista. O tapiri do seringueiro não era exatamente uma moradia, mas o local de trabalho onde ele transformava, num processo rudimentar, o látex extraído das seringueiras em pélas de borracha. O fato de que o sistema não promoveu uma fixação à terra está na razão de seu funcionamento, pois se tivesse promovido essa fixação não teria se realizado da forma que se realizou e os próprios elementos que o integravam não teriam tido na pirâmide do sistema extrativo a posição que tiveram.
Agradecimento
Este trabalho foi uma realização do Curso  Gestar II – Língua  Portuguesa  em parceria com  a  E. E. F. M. “ANGELINA DOS ANJOS. ”Tendo  como  executores  os alunos das Série 8ª ano A e C , e como personagens principais os Soldados da Borracha , sem os quais  este não poderia  ser realizado .
Agradecemos pela participação e colaboração de todos  que de uma forma ou de outra contribuíram para  a realização deste  e principalmente  de maneira especial  os  Soldados da Borracha : Os Srs. Antônio Augusto da Silva, Francisco Chagas de  Lima, Manoel de Lima Gomes, Sebastião  Profírio 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
 
Carlos Drummond de Andrade
Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ao amigo Professor e à amiga Professora

O dia 15 de outubro se reveste de grandeza porque sustenta grande e justa homenagem os nossos professores e às nossas professoras. Não há cidadania ou cidadãos sem que existam professores e professoras, mestres e mestras, educadores e educadoras. Eles são esteios e, ao mesmo tempo, caminho, a formar, formatar, guiar, como bússola perene, a construção humana. Em eterno e terno mover, eles e elas transformam informação em conhecimento, e o conhecimento é elevado à categoria de sabedoria, garantindo qualidade existencial da sociedade.
Aos professores e às professoras a
   nossa homenagem sincera e verdadeira.
   Que Deus cubra a todos com as bênçãos celestiais.
            Professor Nivaudo Alves Dos Santos

domingo, 3 de outubro de 2010

Processo de Defumação da Borracha





Barracão de Aviamento


Barracão de Aviamento, local onde os seringueiros entregavam as pelas (blocos de látex) de borracha, adquiriam produtos manufaturados e, geralmente, ficavam como devedores dos donos dos seringais.