Soldado da Borracha

Os homens recrutados para trabalhar nos seringais foram denominados Soldados da Borracha porque ao invés de ir para o fronte de batalha na Itália, participariam da guerra de outra forma extraindo o látex para a produção da borracha. Muitos homens de várias partes do país se alistaram para virem para a Amazônia, especialmente nordestinos. Muitos escolheram a selva, porque pensaram ser menos perigoso e ter mais chances de vida. Mal sabiam eles que teriam que enfrentar: doenças tropicais, índios, animais selvagens e solidão muita solidão. Estima-se que mais da metade destes trabalhadores nunca voltaram para casa. As dívidas feitas com os seringalistas eram impagáveis. O que acabava dificultando quem quisesse desistir.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ao amigo Professor e à amiga Professora

O dia 15 de outubro se reveste de grandeza porque sustenta grande e justa homenagem os nossos professores e às nossas professoras. Não há cidadania ou cidadãos sem que existam professores e professoras, mestres e mestras, educadores e educadoras. Eles são esteios e, ao mesmo tempo, caminho, a formar, formatar, guiar, como bússola perene, a construção humana. Em eterno e terno mover, eles e elas transformam informação em conhecimento, e o conhecimento é elevado à categoria de sabedoria, garantindo qualidade existencial da sociedade.
Aos professores e às professoras a
   nossa homenagem sincera e verdadeira.
   Que Deus cubra a todos com as bênçãos celestiais.
            Professor Nivaudo Alves Dos Santos

domingo, 3 de outubro de 2010

Processo de Defumação da Borracha





Barracão de Aviamento


Barracão de Aviamento, local onde os seringueiros entregavam as pelas (blocos de látex) de borracha, adquiriam produtos manufaturados e, geralmente, ficavam como devedores dos donos dos seringais.




Tapiri de Defumação da Borracha


Tapiri de Defumação da Borracha - durante o período áureo da borracha os tapiris eram usados para defumar a borracha. Os seringueiros saíam durante a madrugada para extrair o látex, pois pelo calor do dia o látex endurecia mais rápido, depois os seringueiros levavam todo o látex recolhido para ser defumado. 

Tapiri - feito de madeira, coberto com palha e todo fechado. O seringueiro faz fogo em uma pequena cavidade no solo, usando o pau roliço vai derramando o látex até formar grandes bolas de até 50k. A fumaça faz com que o líquido torne-se solido ou seja o látex torne-se borracha, muitas pessoas que trabalharam com este processo por muito tempo ficaram cegas pois a fumaça faz mal para a vista. Depois de defumada a borracha era trocada por mantimentos com os aviadores que por sua vez vendiam para os compradores da Europa. 

Seringual

O seringal era a unidade produtiva e social da economia da borracha. Constituía na posse de uma imensa área de terra. O seringal se constituía de: um barracão central, onde residia o patrão seus capatazes e o guarda-livros; o barracão onde os seringueiros compravam os gêneros de necessidade (alimentos, roupas e equipamentos), bem como servia de depósito para a borracha recolhida; Na colocação ficava o tapiri, moradia do seringueiro; as estradas de seringa que podia ser em números de dez a trinta, possuíam determinados números de seringueiras geralmente contendo não menos que 50 árvores. O seringalista era o “patrão”, o dono dos meios de produção, dividia seu tempo entre o barracão do seringal em época de safra e as delícias dos palacetes e bordéis das cidades. Embora fossem poucos, havia também seringalista remanescente da classe baixa que enriqueceu explorando a borracha. no seringal comandava um exército de jagunços e capatazes para, com o uso da força, controlar seus empregados, evitando fugas e “calotes”.

sábado, 2 de outubro de 2010

A BATALHA DA BORRACHA

Na época da 2ª Guerra mundial, os jovens brasileiros nascidos em 1918 tomaram a decisão de lutar contra os inimigos do eixo da nossa nação.

A nossa forca armada brasileira breviava o selecionamento de jovens para a guerra e, por falta de matéria prima enviaram homens para a Amazônia, para trabalharem na extração da borracha, Os jovens foram obrigados a abandonar pai e mães, e seus demais familiares, seguindo itinerário para o vale Amazônico.
Vieram soldados de todos os estados brasileiros. Do Nordeste os falados cabras da peste chegaram ao Pará o seu primeiro estacionamento entraram 300 homens para explorarem um seringal. No Rio Xingu, em uma só madrugada foram quase todos devorados pelos índios urubus. Foi uma cena de amedrontar foi o destino quem os enviou de tão distante somente para cumprirem o seu destino, Desses soldados escaparam poucos deles, alguns que sobrevivem podem contar a historia.
Com fé em Nossa senhora dos seringueiros, os valentes soldados da borracha enfrentaram cenas perigosas com o risco da própria vida, Por serem homens de fé, falaram em uma só voz enfrentaremos o que der e vier nas margens do rio Pacaas Novas, Rio Negro, Rio Guaporé, Cautário e no São Domingos, todos foram habitados e explorados pelos valentes soldados da borracha
O Projeto Memorial aqui apresentado é uma atividade pedagógica que visa o desenvolvimento da competência leitora dos alunos a partir da leitura, análise e escrita do gênero narrativo biografia. A biografia é uma narrativa sobre a vida de alguém. O foco deste é o Biografia/Memorial dos Soldados da Borrachas.
O relato biográfico/Memorial contém uma variedade de temas muito grande, já que aborda momentos diversos e relevantes da vida de uma pessoa. Por exemplo, o texto pode conter a descrição dos hábitos e costumes da família do biografado e de sua comunidade mais próxima, pode retratar em detalhes como era a região em que ele nasceu ou em que ele cresceu, pode apresentar informações sobre a cultura (artes plásticas, literatura, música, teatro) da época, além de relatar os fatos históricos que influenciaram (ou mesmo determinaram) a infância e a escolha profissional do protagonista da biografia.
A Batalha da borracha, assim chamada em alusão à necessidade estratégica e o Estado de guerra, oficializado no Brasil, deste modo foi instituído o “soldado da borracha” para atuar no vale amazônico, como demonstra o Decreto Presidencial no 5.225 de 14/02/1943, em seu artigo 1º:
                                                               O Presidente da República, usando da sua atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição e considerando que  produção da borracha é essencial ao esforço de guerra e a defesa militar do país decreta:
                                                                Art 1º – os trabalhadores nacionais encaminhados ao Vale amazônico para extração e exploração da borracha, devidamente contratado nessas atividades, são considerados de incorporação adiada até a terminação do contrato de trabalho, ou em quanto se dedicarem àquela atividade.
Mensagem presidencial divulgada em maio de 1943:
                          Seringueiros! Dediquei todas as energias à batalha de borracha, precisamos de mais borracha, pois é sobre ela que se encontra a guerra moderna. Pois são grandes os equipamentos que necessitam da goma elástica, produzidas sem repouso, (...) Nas guerras modernas não fazem parte somente soldados que estão no campo de batalha, mas, toda a nação: homens mulheres, velhos e crianças. A vós desbravadores da Amazônia, sois mais importantes soldados, Unidos veremos sibilar a bandeira do Brasil.